Eram 8 horas e já tinhamos os carros estacionados e o Pedro a levantar os dorsais.

A altimetria do percurso já era conhecida, com os 15 km iniciais sempre a subir, mas entre o km 10 e o 14 passei por algumas dificuldades inesperadas, tendo de abandonar o ritmo do grupo e encontrar o meu para conseguir atingir o topo.
Após o controlo de passagem no topo da serra, um trilho com cerca de 1,5 km a descer, muito louco, com algumas zonas de perigo sempre bem assinaladas, que curti à brava.
Aos 20 km o abastecimento, com uma equipa de assistência impecável, com destaque para o cortador de presunto, sempre de faca afiada.
Era o inicio da picada mais f... que me lembro de trepar, até ao salto do saudoso troço Fafe/Lameirinha do Rally de Portugal, guardado para a posteridade na máquina fotográfica de serviço.
A partir daí foi quase sempre a descer em estradões largos do troço da Lameirinha, alternando por singles muito fixes, onde ainda houve tempo para o Beto ouvir umas bocas de uma senhora, quando apeou numa descida mais íngreme.
Nova incursão nos estradões e uma descida louca de 1 km sempre a rasgar com um cheiro a ferodo tão grande no final, que parecia ter ali passado algum camião, para depois entrar numa zona de pedra e água, em que o Pedro aproveitou para se refrescar (ahahahah).
A partir daí foi sempre a pedalar até Fafe, ainda havendo tempo para uma espalhanço monumental do Miguel (felizmente sem consequências para os 2, Miguel e bike), numa descida em alcatrão com um desvio à esquerda com alguma areia na zona exterior.
Uma chegada em grupo, como é apanágio dos DirtRiders, e o reencontro com as familias junto da escola que servia de quartel general da organização.
De lamentar 2 situações, a lavagem das bicicletas, com 1 mangueira para uma imensidão de gente e o banho de água fria que não soube muito bem.

Para a tarde tinhamos pensado num passeio junto da Barragem da Queimadela e foi nessa direcção que resolvemos seguir à procura de restaurante. Numa pequena aldeia, descobrimos um pequeno restaurante/adega do sr. António, que pelas 2 e tal nos apresentou um belo repasto (vitela e cabrito assado) e com um atendimento impecável.
Após o almoço, o grupo sofreu algumas baixas pois o Miguel e o Mário tiveram de regressar mais cedo.
Eu, o Pedro, o Beto e respectivas familias, seguimos para a Barragem com o intuito de fazer um passeio pedestre, mesmo com a ameaça de chuva. Guardamos as bikes no parque de campismo e lá seguimos trilho fora, mas só levamos um guarda-chuva a proteger a Rita. O primeiro percalço surgiu 1 km à frente, com uma zona de pedra em que tivemos de carregar o carrinho da Rita a peso, sempre a subir mas que valeu a pena.
Encontramos 2 senhoras numas casas no meio da serra, a realizar trabalhos que já não me lembrava de ver ao vivo, seguindo o caminho devidamente marcado, até que fomos brindados com uma chuvinha.
Após alguns minutos abrigados numa bela árvore e perante uma acalmia da chuva continuamos o percurso debaixo de chuva até aos carros, onde felizmente toda a gente tinha camisolas para trocar.
A viagem de regresso a casa foi feita sempre debaixo de chuva e sem mais percalços, terminado o dia da melhor forma, com o nosso Porto tetra-campeão.