O dia ansiado chegou, após ter já perdido a esperança de conseguir lugar, mas que lá se concretizou graças ao João, um amigo do Pedro e do Miguel.
A nossa viagem começou bem cedo, 6:55h, com medo dos estacionamentos e da confusão. Correu tudo bem, até ao momento em que abri a mala do carro e me dei conta da falta de uma peça do equipamento extremamente importante, os sapatos com os encaixes para os pedais. Azia e das grandes, tive de fazer a prova com sapatilhas de corrida em pedais de encaixe.
Limitado a 1300 betetistas, era de esperar muito da Maratona. à partida estavam 1740 atletas e nós no meio do pelotão. A 1ª e diga-se única dificuldade, chegou por volta do km 10, uma subida íngreme em alcatrão, que me obrigou a parar 3 vezes, porque o pelotão era muito compacto e o povo á minha frente estava sempre a parar.
A partir daí, e já mais habituado ao meu novo calçado, depois de uma trilhadela numa virilha e duas caneladas, foi sempre a rolar.
Alguns trilhos junto ao Rio Neiva foram engraçados, com algumas descidas mais técnicas mas nada de dureza.
Para o ano, se formos, teremos obrigatóriamente de ir aos 80 km, pois nos 40 km quase não deu para suar.
O resto do dia foi de confraternização com as familias e a ver a entrega dos prémios da maratona, com o 1º classificado nos 80 km a fazer o tempo de 3:52h, numa média de 23 km/h, um assombro.

