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31 de março de 2009

Btt Trilhos do Marco

Domingo, 29 de Março de 2009

A 1ª experiência dos DirtRiders em eventos de Btt foi muito boa. Uma boa organização, um excelente percurso, apesar de duro, e o grupo unido (claro que faltou o "medricas").

O dia começou bem cedo, pelas 7:30h com a viagem das nossas bombas no novissimo e mui belo atrelado. Após uma pequena paragem para colocar uma correcta pressão nos pneus, lá fomos nós auto-estrada fora.


Após a saída da A4, começamos a vislumbrar o "Circo" com inúmeros automóveis com as bicicletas ávidas de monte a descer para o Marco de Canavezes.

Com algum atraso, lá começamos a rolar pelo alcatrão em direcção ao Monte de Eiras. Bastaram alguns metros de terra, os primeiros engarrafamentos em 2 subidas mais ingremes. Após uma nova passagem pelos paralelos, a questão dos engarrafamentos terminou.

Uma bela descida em que eu tentei uma boa foto do Norberto mas em que me deparei com ele a descê-la apeado. Apesar da falha do momento, era o inicio de uma bela trialeira sempre a descer em single por entre os socalcos.

Lá continuamos monte acima, monte abaixo até ao ponto que marcava a abertura das verdadeiras hostilidades (230m de altitude). Após cerca de 15 km do percurso, a 1ª surpresa, as mais deliciosas laranjas que me lembro de saborear. 5 minutitos e lá continuamos serra acima e era acima mesmo. Antes do 2º abastecimento, aos 20 km e após a pior subida que fiz até hoje, passei por algumas dificuldades fisicas com caimbras. Alguns alongamentos e uma banana no abastecimento fizeram milagres para a parte final do percurso, pois as caimbras não mais voltaram, apesar do cansaço generalizado.

No abastecimento, e por unanimidade, decidimos optar pelo percurso maior e com mais subidas. Após atingir o ponto mais alto, 795m, começamos a descer para o Marco de Canavezes por trilhos muito técnicos mas fenomenais. Se calhar porque não senti o sabor do chão, curti á brava as descidas a todo o gás (excepto 1 que inclusivé tinha os bombeiros no final). No meio do nada, recrutamos um elemento para o nosso grupo, o Pedro de Famalicão, que em dificuldades fisicas foi "abandonado" pelo seu grupo, mas adoptado por nõs.

No espaço de 1 km, o Miguel e o Beto contaram para as estatisticas, sendo que o "malho" do Miguel tenha sido mesmo violento com uns voos à mistura. Após Soalhães e quando já passava das 13h, mais um para as estatisticas, num caminho largo com alguns regos, o Pedro decidiu testar a resistência de um tubo de cimento que ali estava (devia estar mesmo à espera dele, pois não tinha seguimento nem para cima nem para baixo).

Como ia à frente dele a cerca de 3m, ouvi um estrondo enorme e só queria parar pois temi um acidente grave, que felizmente não aconteceu. Com mais uns arranhões no homem e na máquina, lá continuamos a descer, a pensar nas nossas esposas e principalmente nas crianças que dado o adiantado da hora deveriam estar com uns "ratitos" no estômago.

Nos últimos 5 km do percurso, realizados na totalidade em alcatrão, a dificuldade eram os 3 km de subida desde a estação da CP, realizados a um ritmo baixo para que o Pedro, o de Famalicão, nos pudesse acompanhar.

O melhor estava reservado para o final, uma recepção apoteótica da nossa claque, que apesar de quase 3 horas de espera não se pouparam a esforços para nos receber.